
Foi prorrogado por mais 30 dias a ajuda de custos para manutenção de leitos de unidade de terapia intensiva (UTIs) disponibilizados a estados e municípios. Segundo o Ministério da Saúde, a prorrogação abrange o custeio de 14.254 mil leitos de UTI Covid-19 adulto e pediátrico. Essa prorrogação é uma demanda do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).
Desde o início da pandemia, as UTIs se tornaram um termo recorrente nos noticiários, mas nem todos sabem de fato como é o seu funcionamento e sua essencialidade na recuperação de pacientes com Covid-19. Elas são uma instalação hospitalar voltada ao tratamento e recuperação de pacientes em estado grave que demandam um monitoramento constante, como é o caso daqueles que desenvolveram a forma grave da Covid-19, a síndrome respiratória aguda grave (SRAG).
As UTIs oferecem cuidados multidisciplinares destinados a casos específicos, sendo mais comuns em hospitais de médio e grande porte. A rotina nelas são intensivas contando com profissionais preparados para efetuar medidas de suporte avançado de vida, que agem a fim de manter os pacientes estáveis. Para isso, esses profissionais monitoram os sinais e sintomas de gravidades, estando de prontidão para tomar atitudes rápidas e assertivas. Dentre eles podemos citar os médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, nutricionistas, dentistas, psicólogos, farmacêuticos, bioquímicos e assistentes sociais.
A síndrome respiratória aguda grave (SRAG) é a condição responsável pela maioria dos óbitos em consequência da Covid-19. Os pacientes que desenvolvem a SRAG podem evoluir rapidamente para complicações respiratórias e por isso são atendidos pelas UTIs, pois necessitam de instrumentos que facilitem a entrada de oxigênio aos pulmões, como as cânulas nasais, que são tubos finos que fornece oxigênio pelo nariz, ou a intubação, que é o fornecimento de oxigênio diretamente na traqueia. Entre as medidas de tratamento para pacientes com SRAG também estão a hidratação com soro fisiológico que pode ser ingerido ou administrado pela veia e uso de medicamentos para dor e febre.
Por conta do risco de instabilidade clínica provocado pela SRAG, é fundamental o acompanhamento e checagem dos sinais vitais, como a pressão arterial, os batimentos cardíacos e a concentração de oxigênio no sangue. À medida que o paciente é atendido pelos profissionais intensivistas nas UTIs, também podem ser realizados exames complementares que auxiliam a avaliação do quadro clínico dos pacientes, como exemplos os exames laboratoriais, eletrocardiograma e exames de imagem.
A prorrogação da ajuda de custos para a manutenção das UTIs nos estados e municípios acontece em meio ao aumento no número de casos de Covid-19 em virtude da nova variante, a Ômicron. Segundo o Ministério da Saúde, a pasta seguirá monitorando a situação epidemiológica no país e caso seja necessário novas prorrogações serão avaliadas.
Texto por Dalcio Neto | Ipedss Science
Fontes:
- MESTRINER, Mariana Dinamarco et al. Como é feito o tratamento da síndrome respiratória aguda grave? Secretaria do estado de saúde de Minas Gerais, 2020. Disponível em: <https://coronavirus.saude.mg.gov.br/blog/77-tratamento-da-srag> Último acesso: 24/01/2022
- PEDUZZI, Pedro. Ministério prorroga por 30 dias custeio de leitos de UTI para covid-19. Agência Brasil, 2022. Disponível em:<https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2022-01/ministerio-prorroga-por-30-dias-custeio-de-leitos-de-uti-para-covid-19> Último acesso: 24/01/2022
- TERAPIA INTENSIVA: O QUE VOCÊ PRECISA SABER. Sanar, 2020. Disponível em: <https://www.sanarmed.com/terapia-intensiva-o-que-voce-precisa-saber> Último acesso: 24/01/2022
