No século XVIII a medicina na Europa era baseada na utilização de produtos naturais. Nesse período era comum a coleta organizada de plantas medicinais e a descrição de seus efeitos terapêuticos. Entretanto, foi apenas entre os séculos XIX e XX que a produção de fármacos se tornou um ramo de comercialização organizada, partindo da criação de laboratórios farmacêuticos com produção de escala industrial. Em 1906 ocorreu a promulgação da lei que permitiu a criação da Food and Drug Administration (FDA), agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, que disciplinou o registro e a adoção de critérios de qualidade de medicamentos disponibilizados para a população.

Entre os anos de 1945 e 1965 ocorreram inovações tecnológicas que beneficiaram a produção de medicamentos, como por exemplo, a síntese química, a extração e fermentação, que possibilitaram o desenvolvimento de sulfonamidas, antibióticos, esteroides e outros. Em 1977, a Organização Mundial de Saúde (OMS) passou a integrar a farmacovigilância para detectar, avaliar, compreender e prevenir os efeitos adversos ou de quaisquer outros problemas relacionados a medicamentos. Os anos 80 marcaram o início da Biotecnologia, ramo este que passou a permitir o desenvolvimento e a produção de novas substâncias através da tecnologia de DNA recombinante, anticorpos monoclonais, terapia gênica e outros.

Atualmente a produção de medicamentos é um processo com diferentes etapas que vão desde a escolha dos fornecedores da matéria prima até a sua aprovação para a comercialização. As diferentes etapas precisam estar em conformidade com a legislação, a fim de garantir a qualidade no produto final. Entre as etapas de produção de um fármaco, estão a seleção de matéria prima e dos fornecedores, a manipulação de insumos, o preparo para a comercialização e controle de qualidade.

A matéria prima passa por análise minuciosa para se enquadrar aos padrões estabelecidos pelo laboratório e pela agência reguladora, no caso do Brasil é a ANVISA. Após essa fase, ela é encaminhada para a manipulação dos insumos onde ocorre a mistura dos princípios ativos na formulação indicada pelo farmacêutico responsável. Em seguida ela é encaminhada para a fase de preparo para a comercialização portando todos os princípios necessários para o tratamento farmacológico. Nos casos de medicamentos sólidos, a medicação se torna comprimidos ou cápsulas, sendo adicionado embalagens pertinentes a cada produto. Ao final, o medicamento passa pela fase de controle de qualidade, onde é possível mantê-los livres de contaminação e verificar se há alguma anomalia. Posteriormente, o medicamento é liberado para distribuição.

Texto por Dalcio Neto | Ipedss Science

Fontes:

- Academia Farmácia

- Espaço Farmacêutico

- Medley

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