Um estudo realizado por pesquisadores identificou que depois de alguns meses após a vacinação há uma queda na imunidade, os resultados apontaram que a proteção oferecida pela vacina da Pfizer, por exemplo, caiu de 88% um mês após a segunda dose para 74% após seis meses. A vacina Oxford/AstraZeneca, por sua vez, cai de 77% para 67% após o quinto mês depois da imunização completa.

Mas isso não quer dizer que a imunização não seja necessária, apesar de diminuir com o passar dos meses, atualmente a nossa melhor arma contra o Coronavírus é a vacinação, pois as defesas do nosso organismo trabalham aproximadamente de duas formas, ela pode impedir que ocorra uma infecção, ou em caso de não conseguirem impedir, eles agem na defesa buscando expulsar o vírus do nosso corpo com a ajuda das células de memória imunitária, e é nessa parte que a vacina nos auxilia.

A primeira linha de defesa do nosso organismo são os anticorpos neutralizantes do seu corpo. Se eles conseguirem afastar o exército viral, você não será infectado, caso eles não consigam neutralizar o vírus e ele adentre o organismo acontece a infecção, e é nessa hora a vacina nos auxilia, no caso de quem tomou o imunizante, essas células estarão aptas para reagir contra o vírus quando o mesmo adentrar o organismo, uma vez que as células que carregam a memória imunizante que foi induzida através da vacina podem reagir contra o vírus, isso porque a vacina contra covid-19 tem treinado as tropas do seu corpo, que incluem tanto anticorpos quanto essas células de memória para reagir contra uma infecção.

Com o estudo foi descoberto que ao menos uma dessas linhas de defesa acaba diminuindo com o tempo e não é uma surpresa. É o que acontece após qualquer vacina ou infecção. "Há evidências boas de que anticorpos diminuem com o tempo, o que nos deixa com defeitos óbvios", explica a professora Eleanor Riley, imunologista da Universidade de Edimburgo, na Escócia. O maior empecilho encontrado pelas vacinas é a variante Delta, que é mais contagiosa. Ela é simplesmente mais eficiente em entrar em nosso corpo, é como se fosse um novo exército se amontoando na muralha com armamento extra.

Infelizmente a queda na imunidade com o passar dos meses é algo que acaba preocupando, causando maiores e melhores tentativas para barrar o avanço do Coronavírus. Adam Finn, professor da Universidade de Bristol (Inglaterra) e conselheiro do governo britânico sobre vacinas, diz que tem aumentado o número de não vacinados e vacinados nos hospitais do Reino Unido. Mas ressalta que "a proteção que (a pessoa vacinada) tem contra infecções leves diminui mais rapidamente, já a proteção contra ir ao hospital ou contra a morte diminui mais lentamente".

Mas mesmo com a redução da imunidade, as vacinas disponíveis contra o Coronavírus são excepcionalmente boas, e estão fazendo o que se propuseram a fazer, pois desde o início da pandemia, as pessoas sonhavam com uma vacina que reduzisse em 50% a taxa de mortes. Hoje, mesmo com o efeito natural de diminuição da proteção, a proteção oferecida ainda está na casa dos 80% a 90%. "Mesmo os piores casos, seis meses depois (do início da vacinação no Reino Unido), são melhores do que esperávamos quando projetamos as vacinas", diz Finn. “Elas ainda são muito boas. Outra boa notícia é a evidência de que a dose de reforço está se mostrando importante, pois aumenta os níveis de anticorpos que cresceram no grupo etário mais velho. Agora, o próximo passo é monitorar para verificar se essa dose adicional vai fazer baixar o número de casos e mortes”.

Texto por Paula Eduarda Rocha | Ipedss Science

Fonte:

- BBC News Brasil

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