Neste dia 1 de Dezembro é celebrado o Dia Mundial da Luta contra a Aids, sendo uma data muito significativo, não só em relação a reflexão sobre as perspectivas futuras para o alcance do controle máximo da transmissão da infecção pelo HIV, de novas medidas de prevenção e terapêutica e do comportamento diante da pessoa que vive com HIV e Aids, mas também é um dia para se comemorar todas as conquistas alcançadas nesses mais de 30 anos de história de uma das maiores epidemias enfrentados pela humanidade.

Como sabemos, a Aids é uma doença causada pelo vírus HIV que é um retrovírus, classificado na subfamília dos Lentiviridae. Esses vírus compartilham algumas propriedades comuns: período de incubação prolongado antes do surgimento dos sintomas da doença, infecção das células do sangue e do sistema nervoso e supressão do sistema imune.

Ter HIV não é a mesma coisa de ter Aids, existem muitos casos de pessoas soropositivas (que carregam o HIV), que não apresentam sintomas, e nem desenvolvem a doença, mas podem acabar transmitindo o vírus para outras pessoas, por relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação, quando não tomam as devidas medidas de prevenção. Por isso, é sempre importante fazer o teste e se proteger em todas as situações.

Infelizmente ainda não há uma cura para o HIV, nem para a Aids e a forma mais segura e comprovada de se tratar a doença é a terapia antirretroviral. O tratamento se baseia na inibição, por meio de medicamentos, da replicação do vírus e no consequente retardamento da progressão viral. Esses medicamentos surgiram na década de 80, e auxiliam a aumentar o tempo e a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV e a reduzir o número de internações e infecções por doenças oportunistas. Desde 1996, o Brasil distribui gratuitamente os ARV a todas as pessoas vivendo com HIV que necessitam de tratamento.

Imagem: iStock, via: UOL
Imagem: iStock, via: UOL

Atualmente, existem 19 medicamentos, em 34 apresentações farmacêuticas. Mas na última segunda-feira (29), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo tratamento para o HIV que reúne duas substâncias em único comprimido. "A aprovação representa um avanço no tratamento das pessoas portadoras do vírus que causa a Aids, já que reúne em uma dose diária dois antirretrovirais que não estavam disponíveis em um só comprimido. A possibilidade de doses únicas simplifica o tratamento e a adesão dos pacientes", afirmou a agência, em nota. Esse novo medicamento é uma combinação de duas substâncias, ele poderá ser prescrito para o tratamento completo da infecção pelo vírus em adultos e adolescentes acima de 12 anos com pelo menos 40 kg.

Texto por Paula Eduarda Rocha | Ipedss Science

Fontes:

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