O mês de outubro é marcado pela campanha de conscientização sobre o câncer de mama, tendo como objetivo o compartilhamento de informações sobre a doença, a fim de proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento, contribuindo para a redução da mortalidade. Entre os tipos de câncer, o de mama é o que mais causa morte na população feminina em todas as regiões do Brasil, com exceção apenas da região Norte, onde o câncer de colo do útero faz mais vítimas.

Em um contexto mais abrangente, o câncer é definido como termo genérico para um grande grupo de doenças que podem afetar qualquer parte do corpo. Entre os mais comuns estão os de pulmão, mama, colorretal, próstata, câncer de pele não-melanoma e o de estômago. Segundo o OPAS/OMS (Organização Pan-Americana da Saúde/ Organização Mundial da Saúde), o câncer é uma das principais causas de morte nas Américas e a segunda principal causa de morte no mundo. A previsão é que a mortalidade por câncer nas Américas aumente para 2,1 milhões até o ano de 2030.

Os casos de câncer podem ser reduzidos por meio da implementação de estratégias de prevenção, detecção precoce e tratamento, e é nesse cenário que a biotecnologia pode contribuir. Por meio dela, mais do que identificar um tumor em fase inicial, é possível descobrir a predisposição para desenvolver algum tipo de câncer futuramente através de exames genéticos, e até mesmo tratá-lo por meio da terapia gênica.

Técnicas biotecnológicas permitem que pessoas com histórico familiar ou que já desenvolveram câncer anteriormente, detectem mutações genéticas que podem levar ao surgimento de novos tumores. Essa detecção precoce possibilita o acompanhamento com exames de sangue, de imagens e avaliações constantes, bem como a tomada de medidas preventivas. Nos casos dos câncer de mama, por exemplo, pode acontecer dos médicos indicarem a retirada das mamas em determinados casos de propensão. Um caso famoso desse tipo de prevenção foi o da atriz Angelina Jolie no ano de 2013. Há também a terapia gênica, que consiste em uma estratégia de tratamento para determinadas doenças, inclusive o câncer. Ela utiliza um gene como terapia, introduzindo-o para dentro de células alvo a fim de realizar a correção de um gene defeituoso, substituindo-o por um saudável.

Essas contribuições da biotecnologia para o combate ao câncer e outras inúmeras para a saúde em geral, são fruto de muitos anos de pesquisa voltados à área. Se você deseja saber mais sobre as contribuições da biotecnologia para a área da oncologia, inscreva-se na Segunda Jornada de Biotecnologia do Ipedss.

Texto por Dalcio Neto

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Fontes:

  • CÂNCER: COMO A BIOTECNOLOGIA TEM PERMITIDO IDENTIFICAR PRÉ-DISPOSIÇÕES E METÁSTASES. Portal hospitais Brasil, 2022. Disponível em: Link Acessado em: 04/10/2022
  • CÂNCER. OPAS/OMS (Organização Pan-Americana da Saúde/ Organização Mundial da Saúde), 2020. Disponível em: Link Acessado em: 04/10/2022
  • HORIANSKI, Romina. Genes que curam: terapia gênica contra o câncer. Profissão Biotec, 2019. Disponível em: Link Acessado em: 04/10/2022

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