
A pandemia de Covid-19, causada pelo vírus Sars-CoV-2, já infectou mais de 21 milhões de pessoas e fez mais de 587 mil vítimas em todo Brasil. Os especialistas em saúde concordam que as vacinas contra a Covid-19 são uma forma importante de reduzir a transmissão e consequentemente o número de infectados. Mas de que forma o sistema imunológico é ativado?
Quando a vacina é aplicada, o mRNA ou DNA (a depender do método da farmacêutica) é absorvido pelas células do tecido e células imunes que vivem nos músculos, pele e órgãos, denominadas de células dendríticas. Estas células percorrem todas as partes do corpo em busca de sinais de invasores, como por exemplo o Coronavírus. Assim que o material genético da vacina está dentro das células dendríticas ou do tecido, elas usam as instruções para a criação de proteínas de pico, processo que leva menos de 12 horas. O objetivo das proteínas de pico produzidas é acionar o sistema imune para aumentar sua defesa, de modo que esteja pronto caso o Coronavírus invada seu organismo. As células imunológicas, chamadas células B e células T, reconhecem os sinais de alerta de um invasor externo. Elas são responsáveis pela produção de anticorpos que combatem o invasor.
Por que há efeitos colaterais?
Os efeitos colaterais que podem ocorrer são resultado dos processos que estão acontecendo dentro do organismo. Após um indivíduo ser vacinado, macrófagos e neutrófilos são acionados para o local da injeção e começam a produzir citocinas. Essa resposta desencadeia diversos sintomas, como por exemplo, inflamação e inchaço no local da injeção, febre, fadiga e calafrios. Esse processo é natural e seguro, significa que seu corpo está aprendendo a lutar contra o invasor. Dessa forma o sistema imune aprenderá como protegê-lo do vírus Sars-CoV-2.
Especialistas garantem que os efeitos da segunda dose são mais leves e autolimitados. Segundo o médico infectologista, mestre em medicina tropical e saúde internacional, Victor Bertollo, “ [..] para algumas vacinas, como AstraZeneca e Coronavac, a tendência é que as reações sejam mais leves na segunda aplicação. Para a vacina Pfizer, especificamente, ela tem um pouco mais de reação adversa na segunda dose, mas ainda assim são eventos leves e autolimitados”.
Texto por Dalcio Neto | Ipedss Science
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