
Com a volta de períodos chuvosos na maior parte do país, o Ministério da Saúde ressalta as preocupações com a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. A orientação é prevenir as doenças transmitidas pelo inseto, evitando o acúmulo de água parada, onde ocorre a proliferação do mosquito.
Os meses mais chuvosos de cada região é o período com maior taxa de transmissão. Por conta disso, o Ministério da Saúde orienta manter a higiene e evitar água parada todos os dias, tendo em vista que os ovos de Aedes aegypti podem sobreviver por um ano até encontrar melhores condições para se desenvolver. Por isso, é importante verificar o acúmulo de água parada em pneus, vasos de plantas, garrafas e outros recipientes que possam permitir a reprodução do mosquito.
O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo de Medeiros, destaca medidas para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti: “É importante lembrar de tapar os tonéis d’água, manter as calhas limpas, deixar garrafas e recipientes com a boca para baixo, limpar semanalmente e encher os pratos de vaso de plantas com areia, manter lixeiras bem tampadas, ralos limpos, com aplicação de telas, além de manter lonas para material de construção e piscinas sempre esticadas para não acumular água. São medidas extremamente simples, numa varredura rápida, de 15 minutos, você pode impedir a proliferação do mosquito e fazer a sua parte no combate à dengue”.
Segundo o Ministério da Saúde, o agravamento das questões de saúde causado pela Covid-19, fez com que as vistorias dos agentes de combate a endemias e os agentes comunitários fossem suspensas. O avanço da vacinação e a considerável redução de hospitalização pela doença tem possibilitado a retomada gradativamente das vistorias.
Entre a primeira e a quadragésima semana epidemiológica (3 de janeiro a 9 de outubro de 2021), o país registrou 479.745 casos de dengue, redução de 47,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Neste mesmo intervalo foram confirmadas 199 mortes por dengue, redução de 64% se comparado com 2020, segundo o Ministério da Saúde.
Texto por Dalcio Neto | Ipedss Science
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