
A Ômicron surgiu no final do ano com uma rápida taxa de transmissão, o que acabou ocasionando recordes de contaminações gerando uma nova onda de Coronavírus no mundo, iniciando inclusive rumores de que essa variante poderia ser a sinalização para o fim da pandemia, como disseram os médicos israelenses Zvika Granot e Amnon Lahad, “um desastre para a saúde” e pode até sinalizar o fim da pandemia. Na verdade, ambos os especialistas apontam que “um estado pós-pandêmico em que vivemos com o Coronavírus como vivemos com as várias variantes da gripe e outros vírus provavelmente estará próximo”.
“Muitas pessoas serão infectadas, mas terão coriza e talvez febre por alguns dias, e então continuarão com sua vida normal. Quando esses tipos de situações ocorrem, a grande maioria fica infectada e supera isso, desenvolvendo uma verdadeira imunidade de grupo “, afirmou Granot. “De algum ponto de vista, acho que é possível que o Ômicron seja a luz no fim do túnel”, frisou. Lahad tem dito que a mídia e os governos falam de “uma situação desastrosa iminente”.
E em meio a tudo isso em pouco tempo de Ômicron surge uma nova variante, detectada pela primeira vez no sul da França, a variante denominada B.1.640.2 ou “IHU”, apresenta 46 mutações e 37 deleções genéticas (alterações cromossômicas), sendo 9 na proteína “spike”, utilizada para se prender às células humanas. O estudo sobre essa nova variante foi assinado pelo professor Philippe Colson e publicado na revista científica digital MedRxiv.

A França já registrou 12 casos desta variante “Nós realmente temos vários casos dessa nova variante na área geográfica de Marselha. A denominamos de variante IHU. Dois novos genomas acabam de ser apresentados”, escreveu o professor Philippe Colson, chefe do departamento que descobriu a cepa. Os cientistas indicam que a variante pode ter origem africana, assim como a variante Ômicron, pois o primeiro caso dela surgiu de um francês totalmente vacinado que voltou de viagem do país africano de Camarões, o mesmo apresentou apenas sintomas respiratórios leves.
Esse novo vírus não apresenta sinais de que seja mais letal ou contagioso que outras cepas, mas ainda deve ser avaliado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) entre variante de interesse ou de preocupação, como é o caso da Ômicron. De acordo com o professor responsável pelo estudo que identificou a nova cepa “O conjunto de mutações e a posição filogenética dos genomas obtidos aqui indicam, com base em nossa definição anterior, uma nova variante que denominamos ‘IHU’. Esses dados são mais um exemplo da imprevisibilidade do surgimento de variantes do SARS-CoV-2 e de sua introdução em uma determinada área geográfica do exterior”.
Texto por Paula Eduarda Rocha | Ipedss Science
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