A pesquisa realizada anteriormente não utilizava todas as variantes, pois algumas delas não haviam sido sequenciadas. Já esse novo estudo, utiliza inclusive as mutações que colocam em risco a continuidade do vírus, tornando-os mais curtos e menos resistente, como por exemplo a mutação que compromete a proteína skipe (proteína responsável pelo auxilio na invasão de células), apesar de que normalmente esse tipo de vírus não resistir por muito tempo nas células, eles também foram utilizados como base de dados para realização do novo estudo.

E foi ao incluírem todas essas cepas, tanto as que auxiliam na sobrevivência do vírus, quanto as que atrapalham, notou-se que a seleção natural favorece sua mutação até com aminoácidos que não precisam ser produzidos com tanta frequência pelo nosso organismo, ocasionando uma maior taxa de mutação, desta maneira o vírus Sars-CoV-2 tem uma taxa de mutação que pode chegar a mais de 50% do imaginado, segundo um estudo publicado no jornal científico Genome Biology and Evolution, mostrando que o vírus sofre mutação quase uma vez por semana.

“Achamos que estamos vendo isso porque o vírus está sob forte útil seletiva para se replicar rapidamente (...)", explica Atahualpa Morales, colaborador do estudo, em comunicado. “Portanto, usar aminoácidos com uma vida mais longa significativa significa que é menos provável que você tenha que esperar pelo seu estoque.”

Descobriu-se também que apesar de as taxas serem muito baixas, o Sars-CoV-2 pode evoluir em pacientes que ficaram algumas semanas contaminadas por covid-19, mas a maioria dos acometidos transmite e elimina o vírus do organismo antes de que o mesmo acabe por sofrer mutação, demonstrando que as possibilidades de que a mutação aconteça desta maneira são muito reduzidas. Mesmo assim, esse novo estudo demonstra que as taxas de evolução do vírus e o espaço para que elas ocorram são maiores do que as presumidas anteriormente.

Texto por Paula Eduarda Rocha | Ipedss Science

Fontes: 

- Revista Galileu

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