Cada organismo necessita de um período diferente de descanso, para um recém-nascido esse período varia de 18 a 20 horas por dia, quando se tem acima de 80 anos, poucas horas já são o suficiente; já na fase adulta, o ideal é de 7 a 8 horas, o que chamamos de sono reparador. Quando não se tem um descanso adequado, dorme-se por um período inferior ao necessário, seja pela dificuldade em adormecer ou pela dificuldade de permanecer dormindo (fenômeno conhecido como insônia), a longo prazo há uma interferência na saúde física e mental. Ocorre uma diminuição nas habilidades mentais, ganho ou perca de peso, além de afetar a imunidade, deixando o nosso sistema imune vulnerável a doenças crônicas, como o diabetes, doenças cardíacas e inclusive o acidente vascular cerebral (AVC).

A insônia afeta dois hormônios a leptina e o outro é a grelina, a leptina funciona como um aviso para o corpo de que já se comeu o suficiente, já a grelina estimula o apetite. Quando não se dorme o suficiente, o nosso organismo produz menos leptina, e aumenta a produção de grelina, ocasionando o estimulo de apetite, descobriu-se também que há uma diminuição do organismo a glicose, estando associada a resistência à insulina, que também pode controlar a sensação de fome e saciedade, podendo causar diabetes e obesidade.

Muitos fatores podem influenciar negativamente a qualidade do sono, sendo eles distúrbios na saúde, ambiente inadequado com temperaturas extremas, ruídos ou iluminação inadequados. Além de consumir cafeína em excesso, o uso de medicamentos estimulantes, doenças como como ansiedade e depressão; fumo e álcool também podem afetar negativamente o sono. E distúrbio respiratório noturno denominado apneia obstrutiva do sono (AOS) pode interromper o sono e diminuir sua qualidade.

Outro fator que atualmente contribui negativamente para a qualidade do sono é a pandemia de coronavírus, que tem um efeito enorme nas rotinas das pessoas, tornando os períodos de sono cada vez menores e irregulares, esse fenômeno tem atingido inúmeras pessoas por todo o mundo, ocasionando um aumento no estresse causado pela pandemia.

Texto por Paula Eduarda Rocha | Ipedss Science

Fonte:

- Health

- G1

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