O ano iniciou-se com o aumento dos casos de covid, e isso gerou inúmeras preocupações, e a última semana chegou recheada de notícias sobre a nova variante, incluindo alertas do Ministério da Saúde para o pico da variante, e a discussão sobre a liberação da venda de autotestes no país.

No início da semana, Marcelo Queiroga, ministro da saúde, estimou que o pico da onda da variante Ômicron no Brasil deve acontecer em fevereiro, já que 90% das infecções no país são decorrentes da cepa. "O pico da onda Ômicron acontece cerca de 45 dias após o início das infecções. Então temos que nos preparar para os próximos 30 dias, quando teremos o maior número de casos e, consequentemente, uma maior pressão sobre o sistema de saúde", alertou Queiroga.

Outra preocupação com a alta taxa de transmissão da variante Ômicron é o aumento das internações pediátricas no país. "O risco de hospitalização para a covid-19 para crianças não é zero”, lembra o cientista Rong Xu, do Case Western Reserve University, em Ohio, nos Estados Unidos. “Então, se você multiplicar por um número grande — se mais crianças forem infectadas —, você verá muito mais crianças no hospital”, explica o médico.

Esta é a primeira vez, desde o começo da pandemia, que se observa números tão altos de crianças em leitos de UTI. A possível resposta para esse aumento está relacionada a baixa imunização, além de um ciclo vacinal incompleto, uma vez que a campanha de imunização começou apenas em janeiro.

Há também muitas dúvidas em relação a quantidade de doses necessárias para haver uma imunização completa, quanto a isso a resposta é que, enquanto houver pandemia e/ou endemia, imunizantes ainda serão adotados para conter o alto número de casos da covid-19 em todo o mundo. Sendo assim, não se tem uma previsão do número exato de reforços que precisaremos tomar. O que os cientistas apontam, atualmente, é a necessidade da vacinação anual contra o vírus, tal como já acontece com a vacina da gripe (influenza).

Os reforços anuais devem fazer parte da nossa rotina porque, segundo estudos científicos, a eficácia das vacinas diminui de cinco a seis meses após a última aplicação. Já o efeito protetor contra formas graves da covid-19 parece permanecer por mais tempo.

E para tentar evitar ao máximo o aumento da ocupação de UTIs, enquanto a população não está 100% vacinada e protegida, a estratégia é aumentar a capacidade de atendimento no sistema público de saúde (SUS), bem como as imunizações. Além disso, intensificar a testagem também é essencial, e o objetivo é distribuir 80 milhões de testes rápidos até março.

Texto por Paula Eduarda Rocha | Ipedss Science

Fonte:

- ZARAMELA, Luciana. Giro da Saúde: quando será o pico da Ômicron no Brasil; Anvisa e autotestes. Canaltech, 2022. Disponível em: <https://canaltech.com.br/saude/quando-sera-o-pico-da-omicron-no-brasil-anvisa-e-autotestes-207822/> Acessado em: 31/01/2022.

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