
O Paxlovid, recém aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o uso emergencial, é um medicamento indicado para adultos que tenham testado positivo para a Covid-19 e que apresentam alto risco de progressão da doença para um estágio mais grave. O principal intuito da medicação é evitar a piora nas condições de saúde de pessoas infectadas.
A Anvisa recebeu o pedido de uso do antiviral fabricado pela Pfizer no mês de fevereiro, mas somente no final do mês de março a medicação teve a liberação do órgão. O Paxlovid também já possui a aprovação para o uso emergencial em outros países, como os Estados Unidos, o Canadá, o México, o Reino Unido, países da União Europeia, a China, a Austrália e o Japão.
Ele não substitui a vacina contra a Covid-19 e sua venda deve ser realizada somente sob a prescrição médica, sendo que o uso não deve ser feito sem acompanhamento médico. O Paxlovid é composto por dois medicamentos antivirais, o nirmatrelvir e o ritonavir, e age como inibidor de protease (quebra ligações peptídicas). O mesmo foi desenvolvido para bloquear uma enzima que o vírus precisa para se multiplicar.
A medicação é contraindicada para os casos que requerem hospitalização por manifestações graves da Covid-19, assim como também não é autorizado para profilaxia pré ou pós-exposição como prevenção da infecção pelo novo coronavírus. Ele também não está autorizado para uso por mais de cinco dias, e como não há dados do uso em mulheres grávidas, a recomendação é que seja evitada a gravidez durante o tratamento com o referido medicamento e, como medida preventiva, até sete dias após o término do tratamento. Segundo a Anvisa, o medicamento também não é recomendado para pacientes com insuficiência renal grave ou com falha renal em virtude de ainda não haver uma dose estabelecida para essa população.
A Anvisa afirmou também que o Paxlovid deve ser dispensado exclusivamente pelo farmacêutico, o qual deve orientar o usuário de que a medicação é de uso individual e exclusivo ao paciente que passou por avaliação médica e que recebeu a prescrição. Em nota o órgão informou: “Cumpre ao farmacêutico também realizar as demais orientações quanto à posologia, ao modo de uso e a possíveis interações, ou seja, prestar informações quanto ao uso correto do medicamento”.
Texto por Dalcio Neto | Ipedss Science
Fontes:
- ANVISA APROVA USO EMERGENCIAL DO MEDICAMENTO PAXLOVID PARA COVID-19. Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa, 2022. Disponível em: <https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2022/anvisa-aprova-uso-emergencial-do-medicamento-paxlovid-para-covid-19> Acessado em: 04/04/2022
- PAXLOVID: ANVISA APROVA USO EMERGENCIAL DE ANTIVIRAL DA PFIZER CONTRA A COVID. G1, 2022. Disponível em: <https://g1.globo.com/saude/noticia/2022/03/30/anvisa-aprova-uso-emergencial-do-paxlovid-antiviral-da-pfizer-contra-a-covid.ghtml> Acessado em: 04/04/2022
- PAXLOVID: O QUE É A PÍLULA CONTRA COVID APROVADA PELA ANVISA. BBC News Brasil, 2022. Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/geral-59180915> Acessado em: 04/04/2022
