
O Ministério da Saúde anunciou a aplicação da terceira dose da vacina contra a Covid-19, tendo em vista que idosos acima de 70 anos e pessoas imunossuprimidas (transplantados, pessoas com câncer, com HIV, neoplasias e outros) desenvolvem uma resposta imune ao coronavírus inferior em comparação a outros grupos, mesmo que estes tenham completado o regime vacinal. A decisão visa o reforço à proteção com a terceira dose para uma resposta mais robusta contra as formas mais graves da doença.
Max Igor Banks, Professor infectologista responsável pelo Laboratório de Reinfecção do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), explicou em participação ao Jornal da USP no Ar que as doses aplicadas anteriormente expressam uma redução bastante significativa no número de internações e óbitos, no entanto ainda não é o ideal.
Segundo o secretário-executivo, pessoas em condição de imunossupressão deverão tomar o reforço vacinal 28 dias após a data da sua última vacinação. Maiores de 70 anos devem aguardar pelo menos seis meses. Serão aplicadas preferencialmente doses da vacina Pfizer independente do imunizante recebido anteriormente. As vacinas de vetor viral Janssen e AstraZeneca, também poderão ser aplicadas como alternativa.
Além desta, outra decisão do Ministério da saúde é a redução do intervalo entre doses da Pfizer e AstraZeneca, passando de 12 para 8 semanas. A medida vale para toda a população com objetivo de acelerar a proteção tendo em vista a chegada da variante delta. Ambas medidas serão iniciadas em setembro.
A decisão foi definida em reunião entre Ministério da Saúde, representantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).
Texto por Dalcio Neto | Ipedss Science
Fontes: Jornal da USP, Ministério da saúde.
