
Em uma pesquisa realizada pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), apontaram que os pacientes que obtiveram imunização a partir das vacinas que utilizam como mecanismo a tecnologia de RNA mensageiro ou mRNA como as da Pfizer e da Moderna, possuem cerca de 5 vezes menos chances de serem internados, se comparados aqueles que adquiriram imunidade através do contato direto com a doença.
A pesquisa, publicada pela agência em seu relatório Morbidity and Mortality Weekly Report, na sexta-feira (29), considerou dados de mais de 201 mil adultos hospitalizados pela Covid-19 em nove estados norte-americanos. Deste total, foram selecionadas 7 mil pessoas, internadas de janeiro a setembro de 2021. O grupo foi dividido entre não vacinados que testaram positivo para o vírus mais de três meses antes da hospitalização; e aqueles vacinados com Pfizer ou Moderna que não foram diagnosticados com a doença antes de serem internados.
Foi através desse estudo que os pesquisadores perceberam que dentre os pacientes que participaram da pesquisa, os que apresentaram infecções prévias tinham maiores chances de serem hospitalizados, em comparação com os vacinados. Considerando apenas adultos com mais de 65 anos, as vacinas de mRNA protegeram ainda mais: foram 20 vezes mais eficazes na prevenção de hospitalizações do que uma infecção anterior.
"Esses dados fornecem evidências poderosas de que as vacinações oferecem proteção maior contra a Covid-19 do que depender apenas da imunidade natural", diz Shaun Grannis, coautor do estudo e professor na Universidade de Indiana (EUA), em comunicado. “Muitos têm se perguntado se deveriam ser vacinados caso já tenham sido infectados – esta pesquisa mostra que a resposta é sim”, salienta.
Os autores são de 10 estados e 14 instituições, incluindo o setor público, pesquisa, clínica e academia. O Dr. Grannis foi o segundo autor de cerca de 50. Outros autores do Regenstrief incluem Brian E. Dixon, PhD, MPA, Regenstrief e IU Richard M. Fairbanks School of Public Health; William F. Fadel, PhD, um companheiro Regenstrief; Peter J. Embi, MD, MS, Regenstrief e IU School of Medicine; e Nimish Ramesh Valvi, DrPH, MBBS, um companheiro Regenstrief.
Os resultados do estudo são consistentes com as evidências laboratoriais de que as vacinas de mRNA criam altos níveis de anticorpos, ao passo que aquelas que se recuperam do COVID-19 têm níveis variáveis de anticorpos, especialmente se experimentaram sintomas leves ou foram assintomáticos. A equipe nota também que o benefício da vacinação em comparação com a infecção anterior pareceu ser maior para os receptores da vacina Moderna do que da Pfizer.
Texto por Paula Eduarda Rocha | Ipedss Science
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