
Surgiram inúmeros levantamentos que representam o ano de 2021, e entre eles destaca-se um realizado pela CNN, que mostrou o termo mais pesquisado entre os brasileiro na internet, o termo vacina; o tema também se tornou o mais exposto pela mídia durante o ano. O levantamento considerou o período de primeiro de janeiro de 2021 a 29 de dezembro do mesmo ano.
A pesquisa feita pela Consultoria Cause e o Instituto de Pesquisa Ideia mostra que a palavra ‘vacina’ foi eleita por 22% da população como o termo mais importante do ano. De acordo com o levantamento, as palavras ‘esperança’, ‘fome’, ‘morte’, ‘desemprego’ e ‘isolamento’ também ficaram entre as finalistas em 2021. Os temas referentes à pandemia também foram os mais abordados pela mídia durante o ano, de acordo com um levantamento da empresa Knewin, a pedido da CNN. Foram 4.886.991 milhões de notícias que abordaram o tema ‘Vacina’ e ‘Covid-19’.
A última atualização sobre vacinas surgiu no dia 31 de janeiro, com um relatório que aponta para a eficácia das terceiras doses, que ocasionam a diminuição em 81% do risco de hospitalizações pelo Ômicron. A estimativa tem como base dois estudos realizados na Inglaterra, com dados obtidos até o dia 29 de dezembro, que contabilizavam mais de 198 mil casos confirmados da Ômicron (B.1.1.529) identificados por sequenciamento genético, e outras mais de 451 suspeitas de infecções pela cepa.
O primeiro estudo do relatório se baseia em meio milhão de casos da Ômicron, proveniente de todas as faixas etárias. A pesquisa atualiza uma análise publicada anteriormente, desta indicação que o risco de hospitalização pela cepa é cerca da metade do gerado pela variante Delta - uma análise anterior apontava que esse risco comparativo era de um terço.
Já o segundo estudo utiliza uma base menor de dados, restrita a casos sintomáticos seguidos por hospitalização em maiores de 18 anos. Com isso, reforça dados anteriores de que a eficácia contra a doença sintomática é menor para a Ômicron do que para a Delta, com a proteção caindo 10 semanas depois da terceira dose.
Por outro lado, após a dose de reforço, o risco de internação pela Ômicron teve queda de 68%, em comparação com pessoas que contraíram a variante e não obtiveram uma imunização pela vacina. Assim, a eficácia depois da terceira dose foi de 88% contra a hospitalização pela cepa.
Embora tenha sido observado uma diminuição da eficácia contra quadros sintomáticos ao longo do tempo, o relatório acrescenta que “não há dados suficientes para avaliar a duração da proteção contra a hospitalização, que se espera que dure mais” graças à terceira dose.
Texto por Paula Eduarda Rocha | Ipedss Science
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