À medida que o Coronavírus espalhou-se pelo mundo, alguns casos atípicos começaram a surgir, sendo em alguns casos infecções que perduram por um período superior ao comum. Em busca de respostas para esses acontecimentos um grupo de pesquisadores da World Organization e da Universidade da Georgia, publicaram na revista Pathogens uma nova teoria.

De acordo com os pesquisadores esses casos atípicos relacionados a demasiada duração de sintomas após a infecção, não estão relacionados ao Coronavírus, mas sim ao vírus Epstein-Barr, conhecido como herpesvírus humano 4, que faz parte da família Herpesviridae. Estimasse que aproximadamente 90% da população de países desenvolvidos se torne portadora do vírus antes dos 20 anos, pois uma vez que se entra em contato com o vírus, ele permanecera no nosso organismo por toda a vida. Sendo um dos responsáveis ​​por uma das infecções virais mais comuns do mundo, uma mononucleose (conhecida como “doença do beijo”), e tem sintomas parecidos com os da gripe. Depois da fase aguda da doença, ele fica inativo no corpo e pode ser reativado em períodos de estresse psicológico.

Mesmo sendo um estudo breve, outros dois estudos já obtiveram resultados parecidos, um estudo europeu apontou que cerca de 87% dos pacientes com Covid-19, também apresentaram o vírus, e em um estudo chinês, houve a evidencia do vírus em mais de 50% dos pacientes que foram diagnosticados com a Covid-19.

Ainda não existem remédios contra o vírus Epstein-Barr, porém existem alguns antivirais capazes de diminuir a carga do vírus no organismo. Apesar de não explicar 100% dos casos de Covid prolongados, caso essa relação consiga ser realmente corroborada, isso implica em ajuste de tratamento, buscando evitar, problemas futuros.

Texto por Charger Souza e Paula Eduarda Rocha | Ipedss Science

Fontes:

- Vírus Epstein-Barr

- Atlas da Saúde

- Revista Pathogens

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